THERE'S NOTHING YOU CAN MAKE THAT CAN'T BE MADE.

THERE'S NOTHING YOU CAN MAKE THAT CAN'T BE MADE.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Apatia

Não digo que ainda seja exatamente como antes, pois, afinal, eu ainda prefiro as coisas como ficaram desde as últimas horas em contato direto.
Eu não finjo e já não sei fugir, e isso, de certa maneira, me impressiona.
Às vezes passo minutos intermináveis perguntando à mim mesma sobre quem será a próxima pessoa a surgir na minha vida. Não nego que de fato, eu gostaria que algo improvável e
inusitado ocorresse, como nos tantos filmes que assistí há tempos atrás.
Eu sei o que ainda sinto, mas não sei medir ao certo a porcentagem desse sentimento.
Ouso mencionar até mesmo a palavra ''chato'', por não ser mais tão encantador como
de início, e me fazer enxergar que talvez a situação dependa muito mais das minhas emoções daqui pra frente.
Não sei se faço a mesma questão em ser contrariada, e nem mesmo deixar que uma
pessoa, até então fascinante, me desiluda e mude meu ponto de vista.
Não me permito mais mergulhar nas minhas velhas concepções, e extrair delas o máximo de convicção possível.
O que há nesse momento é a minha necessidade em viver por mim, e nada mais. Pois a cada vez em que ouço palavras doces, que trazem à tona o desejo anterior,
essas mesmas são quebradas inconscientemente pela falta de esforço que esse
romantismo semi-morto me transparece.
É então que me lembro que já senti algo assim por mais de uma vez. Apatia.



He wants it easy; he want it relaxed
Said I can do a lot of things, but I can't do that
Two steps foward, then three steps back
...All right.

(...) the end has no end.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Em coma

O grande problema em sonhar, é que muitas vezes, os sonhos exprimem nossos desejos inconscientes, e acabam por nos fazer pensar que tudo é, ou continuirá a ser como há tempos onde dúvida alguma existia.
Os sonhos nos forçam a reviver o que fomos, e aquilo que ainda somos, e nos permitem medir situações onde a questão existencial é ''Por quê?''.
Mas toda essa crueldade inconsciente que criamos visando o que se passou, só nos serve de auto-tortura para nostalgias.
E o mal maior é acordar, como se o corpo estivesse em coma, e não saber destinguir o que seria a realidade ou a ilusão. Então, supõe-se que o ideal seria passar pelo processo de auto-congelamento, onde talvez, estivesse uma oportunidade de realizar suas maiores vontades, e ainda assim permanecer ileso à qualquer espécie de sofrimento ou perda.
Mas, de qualquer maneira, poderia existir a chance de que esse procedimento passasse por um defeito, e criasse um dado incorrígível na sua mente.
Assim acontece em 'Vanilla Sky', e da mesma forma nessa nossa tão breve realidade.
Mas, como David, eu escolhi enfrentar meu maior medo, cair e acordar do sonho mais bonito e confuso que já tive.

E você? o que escolheria?



''e eu vou encontrá-lo em outra vida, quando nós dois formos gatos.''

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Traduza-me

- Tem algo errado.
- Como você sabe?
- Conheço sua carinha, e não é essa.
- Pode ser.
- Quer me contar? eu imagino o que seja...

(...)

- Sabe, na minha opinião, tudo na vida tem seus dois lados...ou é apenas uma fase, ou realmente não é pra ser.
- É exatamente esse o meu medo.
- Mas você não precisa ter medo, você só começou a viver.
- Difícil é lidar com o que eu sinto!
- Eu sei, mas isso é você quem tem que medir. Analisa se você está mesmo pronta pra isso...
- Obrigada, mesmo. Eu precisava falar com alguém sobre isso.
- Que nada, eu sei o que você está sentindo.
- Só mais uma coisa...Como você sabia que tinha algo errado comigo?
- Ví no seu rosto. Normalmente você é boba como eu! haha.


Nem tudo o que acontece na vida é por acaso, e algumas pessoas acabam nos provando essa teoria.
Incrível é a capacidade que alguém tem de nos traduzir pelo modo de olhar, como eu fui traduzida.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Costume

Eu costumava ser um pouco mais pessimísta, quando notava que nem tudo era exatamente o que eu gostaria que fosse.
Eu costumava me entender melhor, quando media as minhas vontades e as transformava em determinadas prioridades.
Mas a verdade é que agora, nesse instante, eu me sinto perdida. Uma sobra de tudo aquilo que eu quis me tornar, uma prioridade à menos para o restante do mundo,
que não se importou em guardar um lugar só pra mim.
Eu sei, eu realmente almejo ser mais, apenas não sei em que proporção posso alcançar isso.
Seria mera hipocrisia negar que sinto uma falta excessiva de quando eu era capaz de sentir o que seria exatamente, mesmo quando ainda não tinha certeza de nada.
Antes, talvez, tudo pudesse parecer mais sincero do que é agora, e isso me fere demasiadamente. Eu não consigo enxergar a realidade, breve como sempre havia sido, porque sempre medí as coisas maiores do que eram de fato.
Eu quero me sentir como me sentia no momento em que tudo começou a fazer sentido na minha cabeça, nos meus pensamentos.
Eu quero saber que ainda existe um lugar que nada, nem ninguém pode me arrancar.

Eu costumava ser um pouco mais otimista...

terça-feira, 30 de março de 2010

Relativamente estranho

Estranho é colocar as minhas ideias em seus respectivos lugares, como parte daquilo que de certo, devo guardar comigo.
Não nego que parte de tudo o que penso se deriva de uma imensa falta de fé no que faço, e em grande parte do que acredito.
Eu sou guiada pela verdade, uma verdade que me sugere coerência em cada mínimo detalhe, e a base de conceitos que fogem ou me perseguem irregularmente.
Ouço músicas e filosofias puras de vidas que me pedem que pare de procurar a resposta, que pare de buscar alcançar em mim um ''eu'' que não existe; e que, acima de tudo, pare de uma vez de colocar minha felicidade e satisfação na mão de terceiros.
Sem dúvida alguma, eu sou absurdamente independente conceitual e moralmente, mas ainda não aprendi a lidar com a independência física e emocional. Eu ainda não viví tudo o que eu realmente gostaria, pois, afinal, estou me prendendo a uma rotina que me sufoca e me cega.
De fato, nunca fui algo manipulado com facilidade, e isso nem sempre é positivo. Em alguns momentos seria mais conveniente que eu deixasse que os demais pensassem por mim, influenciando em cada ação e pensamento.
Estranho é assumir inconscientemente uma posição tão frágil, como se os meus dias se limitassem a ligações, e retrospectivas sobre a inutilidade com a qual lidou atualmente. Eu deveria ser bem mais que isso, e talvez eu até seja, mas ainda não descobri.

domingo, 21 de março de 2010

Sobre nós dois

- Sinto falta de ouvir minha canção, aquela que você compôs pra mim!
- Quer que eu cante?
- Por favor!
- Prefiro apenas acompanhar com meu violão.
- E que graça tem?
- Não sou bom cantor!
- Sei que você detesta sua voz, mas te acho tão bonito quando canta!
- Eu poderia fazer algo melhor pra você; essa canção é tão simples...
- Gosto da simplicidade dela, parece uma declaração de um garoto que pensou muito em mim pra escrevê-la!
- Sempre penso muito em você, sabe disso.
- Esqueça a canção, poderá tocá-la depois que acordarmos. Vem, deita aqui no meu peito que eu vou te fazer carinho até que durma.
- Não vou dormir, não consigo; pelo menos, não perto de você. É desperdício adormecer ao seu lado. Prefiro aproveitar os minutos que ainda tenho contigo.
- Prefiro nunca mais ir embora!
- Prefiro que você nunca mais vá...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Troca

Talvez tenha apenas trocado o correto pelo mais fácil, e o coerente pelo viável. Troquei o doce pelo amargo, e o certo pelo duvidoso.
Troquei metade da segurança por parte do medo, e o aceitável pelo óbvio. Troquei o moralismo pela conveniência e, até mesmo a ideologia pelo sonho.
Troquei a verdade pela falta de senso, e os mais variados conceitos pelos poucos descasos. Troquei o riso pelo choro, e o choro por frustração.
Troquei meu gosto pela dor por gosto à arte. Troquei olhares com um estranho na rua, que retribuiu com desapreço. Troquei histórias de vida com quem sabe muito mais que eu.
Troquei ciúme por força nos punhos. Troquei razão por desejo.
Troquei carinho por desprezo, e desprezo por respeito. Troquei meu suor com os lençóis da cama que não era minha.
Troquei gozo por sono, e o sono por poesia. Troquei a estação que sintonizava minha mente, e a falta de juízo pelo alcoól.
Troquei a ilusão distante pela realidade breve.
Troquei o meu ''eu'' de antes pelo ''eu'' atual, e isso me trouxe efeitos colaterais.