Não quero mudar o mundo por mim, não quero mudar por você.
Quero mudar o mundo por todas as pessoas que já sofreram e pelas que sofrem sem compreender que a felicidade pode acontecer agora. Eu quero mudar o mundo para trazer a convicção de que essa felicidade existe e pode durar para sempre.
Não vou mudar o mundo apenas pelos meus pais, pelos meus grandes amigos ou pelos grandes nomes por quem sustento admiração.
Eu vou mudar o mundo por todas as pessoas que ainda não conheci e por aquelas que nunca encontrarei pelo meu caminho.
Eu vou mudar o mundo por todos aqueles que deixaram o seu legado, por todas as transformações que já aconteceram ao longo de nossa jornada.
Eu não quero mudar o mundo por nada que se limite somente a mim. a minha certeza em mudar o mundo vem da vontade de levar felicidade a qualquer pessoa que me ouça, que me veja, que me leia e me sinta.
Eu não quero mudar o mundo a menos que eu compreenda que essa mudança começa, antes de mais nada, em mim e no futuro que eu quero entregar à sociedade.
Eu não quero mudar o mundo apenas para que isso seja mais um pauta esquecida.
Eu não quero os créditos pela transformação que sei que ainda vou promover.
Eu sou da geração seigan. Eu sou jovem do juramento.
Eu não quero muito. Mas eu quero mudar o mundo.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Sabedoria infantil - Um conto sobre o princípio itai doshin
Itai: diferentes em corpos
Doshin: única mente
Portanto, itai doshin significa: diferentes em corpos com um mesmo objetivo.
Já estávamos no encerramento, na parte final do ensaio do grupo Taiga - O grupo de dança do budismo.
Eu sei que pra você que não está inserido na soka gakkai (organização budista), visualizar um grupo de dança dentro do budismo pode parecer curioso, quiçá até engraçado. Mas nós trabalhamos coreografias comuns como jazz ou ballet. Nenhum tipo de coreografia complexa de dança japonesa.
Naquele momento, estávamos prontas para iniciar uma dinâmica com as meninas mais novas, algumas com diferença de vinte anos de mim.
A líder do grupo pediu que fizéssemos uma roda e, em seguida, pediu que formássemos duplas com as pequenas que tivessem algum traço físico parecido com o nosso.
As meninas mais novas, eufóricas com a atividade, segurando balões que haviam acabado de receber, nos escolhiam, sem nem ao menos nos dar muita chance para pensar. Elas pulavam em nossa direção, vinham correndo e sorrindo.
Lara me escolheu. Com toda a sua sabedoria de menina, o seu jeito sempre carinhoso de falar e o sorriso honesto enfeitando o rosto que já é tão bonito por si só - o que de imediato me causou intensa gratidão.
Mas ela não encontrara semelhanças gritantes entre nós. Veio comigo porque desde sempre se afeiçoou a mim. E eu sempre soube disso.
A essa altura, nós duas reparamos que a mecha antes colorida de nossos cabelos agora tinha um tom loiro claro desbotado. E foi essa a justificativa que demos quando perguntadas de nossas semelhanças.
Em seguida, a líder que aplicava a tal dinâmica agora pedia que fizéssemos o oposto, escolhendo meninas fisicamente diferentes de nós.
Mais uma vez, as pequenas, alvoroçadas, se misturavam entre si para tentar encontrar alguém que tivesse alguma diferença bastante óbvia. O que vi naquele salão após isso, me fez refletir naquele mesmo instante e depois.
As meninas mais novas estavam acompanhadas de suas duplas, que eram em sua maioria mais velhas.
Enquanto a líder perguntava a cada uma de nós quais eram as diferenças que notávamos, uma resposta me chamou a atenção.
Uma das pequenas, com rosto branco (caucasiano), segurava a mão de sua dupla mais velha, que era negra.
Quando finalmente perguntada sobre qual seria a diferença entre elas, sua resposta foi: o óculos, ela usa óculos e eu não.
Senti um aperto forte no peito enquanto todos riam com a mesma impressão que tive.
A pequena, do alto de sua sabedoria e inocência, enxergava somente os óculos de sua dupla como algo diferente.
Ela não mencionou os cabelos, não mencionou a cor da pele. Ela não fez nenhuma outra menção pelo simples fato disso não importar. O que ela compreendia claramente era que aqueles óculos as tornavam diferentes. E talvez apenas isso.
Essa foi a questão que me fez ter mais uma mera compreensão do óbvio: procuraremos semelhanças e tentaremos justificá-las, assim como isso também pode ocorrer em relação às diferenças.
Com quem queremos nos parecer? Quem são as pessoas que nos inspiram e quais são as pessoas que repelimos?
Quando falo itai doshin, quero dizer que podemos ser diferentes em corpos mas estamos unidos pela mente. E essa união é a existência de um propósito. Qual é a sua construção de si mesmo? E de que maneira busca isso?
A minha hoje, nesse exato momento do dia 20 de maio de 2019 é ser feliz. E construir felicidade.
Isso provavelmente se concretizou também naquela breve dinâmica, ao ver através do olhar de uma criança de 6 anos.
Doshin: única mente
Portanto, itai doshin significa: diferentes em corpos com um mesmo objetivo.
Já estávamos no encerramento, na parte final do ensaio do grupo Taiga - O grupo de dança do budismo.
Eu sei que pra você que não está inserido na soka gakkai (organização budista), visualizar um grupo de dança dentro do budismo pode parecer curioso, quiçá até engraçado. Mas nós trabalhamos coreografias comuns como jazz ou ballet. Nenhum tipo de coreografia complexa de dança japonesa.
Naquele momento, estávamos prontas para iniciar uma dinâmica com as meninas mais novas, algumas com diferença de vinte anos de mim.
A líder do grupo pediu que fizéssemos uma roda e, em seguida, pediu que formássemos duplas com as pequenas que tivessem algum traço físico parecido com o nosso.
As meninas mais novas, eufóricas com a atividade, segurando balões que haviam acabado de receber, nos escolhiam, sem nem ao menos nos dar muita chance para pensar. Elas pulavam em nossa direção, vinham correndo e sorrindo.
Lara me escolheu. Com toda a sua sabedoria de menina, o seu jeito sempre carinhoso de falar e o sorriso honesto enfeitando o rosto que já é tão bonito por si só - o que de imediato me causou intensa gratidão.
Mas ela não encontrara semelhanças gritantes entre nós. Veio comigo porque desde sempre se afeiçoou a mim. E eu sempre soube disso.
A essa altura, nós duas reparamos que a mecha antes colorida de nossos cabelos agora tinha um tom loiro claro desbotado. E foi essa a justificativa que demos quando perguntadas de nossas semelhanças.
Em seguida, a líder que aplicava a tal dinâmica agora pedia que fizéssemos o oposto, escolhendo meninas fisicamente diferentes de nós.
Mais uma vez, as pequenas, alvoroçadas, se misturavam entre si para tentar encontrar alguém que tivesse alguma diferença bastante óbvia. O que vi naquele salão após isso, me fez refletir naquele mesmo instante e depois.
As meninas mais novas estavam acompanhadas de suas duplas, que eram em sua maioria mais velhas.
Enquanto a líder perguntava a cada uma de nós quais eram as diferenças que notávamos, uma resposta me chamou a atenção.
Uma das pequenas, com rosto branco (caucasiano), segurava a mão de sua dupla mais velha, que era negra.
Quando finalmente perguntada sobre qual seria a diferença entre elas, sua resposta foi: o óculos, ela usa óculos e eu não.
Senti um aperto forte no peito enquanto todos riam com a mesma impressão que tive.
A pequena, do alto de sua sabedoria e inocência, enxergava somente os óculos de sua dupla como algo diferente.
Ela não mencionou os cabelos, não mencionou a cor da pele. Ela não fez nenhuma outra menção pelo simples fato disso não importar. O que ela compreendia claramente era que aqueles óculos as tornavam diferentes. E talvez apenas isso.
Essa foi a questão que me fez ter mais uma mera compreensão do óbvio: procuraremos semelhanças e tentaremos justificá-las, assim como isso também pode ocorrer em relação às diferenças.
Com quem queremos nos parecer? Quem são as pessoas que nos inspiram e quais são as pessoas que repelimos?
Quando falo itai doshin, quero dizer que podemos ser diferentes em corpos mas estamos unidos pela mente. E essa união é a existência de um propósito. Qual é a sua construção de si mesmo? E de que maneira busca isso?
A minha hoje, nesse exato momento do dia 20 de maio de 2019 é ser feliz. E construir felicidade.
Isso provavelmente se concretizou também naquela breve dinâmica, ao ver através do olhar de uma criança de 6 anos.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Inspire-se
Inspire-se no amanhã como o aprendizado. E no hoje como o seu recomeço. Nas pessoas que transformam o veneno em remédio ou que te ensinam a transformam o sofrimento em gratidão.
Inspire-se nesses sorrisos e na atitude genuína que parte de cada um deles. Inspire-se na boa sorte que até os dias ruins podem te trazer.
Inspire-se a inspirar outros seres humanos. A ajuda-los na grandiosa missão de paz. Inspire-se naquela frase de sensei, isso mesmo, aquela frase que te toca, que você sente que foi escrita pra você e para o seu momento.
Inspire-se a ser o melhor de si mesmo, todos os dias, sabendo que todos seguimos juntos e que talvez a sua luta esteja nesse momento inspirando tantas outras pessoas. Ou somente uma.
Inspire-se na sabedoria da sua prática, e lembre-se sempre de tudo o que você conquista quando a grandiosidade do nam myoho renge kyo toca o seu coração.
Inspire-se nas vezes em que você caiu e se levantou. Inspire-se em toda a construção do seu eu nessa batalha.
Inspire o mundo. Inspire-se para a felicidade.
A felicidade mora dentro de cada um de nós. A felicidade vive dentro de você.
Inspire-se nesses sorrisos e na atitude genuína que parte de cada um deles. Inspire-se na boa sorte que até os dias ruins podem te trazer.
Inspire-se a inspirar outros seres humanos. A ajuda-los na grandiosa missão de paz. Inspire-se naquela frase de sensei, isso mesmo, aquela frase que te toca, que você sente que foi escrita pra você e para o seu momento.
Inspire-se a ser o melhor de si mesmo, todos os dias, sabendo que todos seguimos juntos e que talvez a sua luta esteja nesse momento inspirando tantas outras pessoas. Ou somente uma.
Inspire-se na sabedoria da sua prática, e lembre-se sempre de tudo o que você conquista quando a grandiosidade do nam myoho renge kyo toca o seu coração.
Inspire-se nas vezes em que você caiu e se levantou. Inspire-se em toda a construção do seu eu nessa batalha.
Inspire o mundo. Inspire-se para a felicidade.
A felicidade mora dentro de cada um de nós. A felicidade vive dentro de você.
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