THERE'S NOTHING YOU CAN MAKE THAT CAN'T BE MADE.

THERE'S NOTHING YOU CAN MAKE THAT CAN'T BE MADE.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Inspire-se

Inspire-se no amanhã como o aprendizado. E no hoje como o seu recomeço. Nas pessoas que transformam o veneno em remédio ou que te ensinam a transformam o sofrimento em gratidão.

Inspire-se nesses sorrisos e na atitude genuína que parte de cada um deles. Inspire-se na boa sorte que até os dias ruins podem te trazer.
Inspire-se a inspirar outros seres humanos. A ajuda-los na grandiosa missão de paz. Inspire-se naquela frase de sensei, isso mesmo, aquela frase que te toca, que você sente que foi escrita pra você e para o seu momento.
Inspire-se a ser o melhor de si mesmo, todos os dias, sabendo que todos seguimos juntos e que talvez a sua luta esteja nesse momento inspirando tantas outras pessoas. Ou somente uma.
Inspire-se na sabedoria da sua prática, e lembre-se sempre de tudo o que você conquista quando a grandiosidade do nam myoho renge kyo toca o seu coração.
Inspire-se nas vezes em que você caiu e se levantou. Inspire-se em toda a construção do seu eu nessa batalha.
Inspire o mundo. Inspire-se para a felicidade.

A felicidade mora dentro de cada um de nós. A felicidade vive dentro de você.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Falo comigo, falo em silêncio.
Calo comigo, feridas hoje quase indolores.
Falo de agonia, do medo dos teus outros amores.
Falo do frio na barriga de ter em mim o fardo de ser eu. E de não ser como todas as outras.
Falo do meu medo de sentir tudo o que sinto. E todas as outras coisas que eu gostaria de não sentir. E não dizer.
E de ainda assim, não ser capaz de me esconder.
Falo a todos tudo o que eu quis. Falo da luta contra o mau olhado e o mau agouro. E ainda assim, a esperança em ser feliz.

Falo comigo. Eu falo demais. Até de gritar em silêncio eu sou capaz.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Garupa

Parou a moto no farol vermelho. Era hora dos outros carros passarem.
Ele se virou, com certa dificuldade em conseguir me ver, já que o capacete atrapalhava sua visão e não oferecia mobilidade ao seu pescoço.
Ainda assim, eu conseguia ver os olhos dele - os maiores olhos puxados que já vi. Há quem diga que japoneses têm olhos pequenos, mas na verdade, essa é uma característica peculiar e ao meu ver, uma bonita qualidade física da família shimanoe: olhos grandes.
- Eu sou feliz com você, sabia? - Ele indagou num misto de carisma e seriedade.
- De onde veio isso? - Eu perguntei surpresa.
- Eu precisava dizer.
- É mesmo? - Eu abandonei minha surpresa e transformei-a num sorriso ingênuo que preenchia todo o capacete que eu usava.

Meu peito se encheu novamente daquela estranha gratidão, a mesma que senti outrora e que há tanto já lhe dediquei.
Enquanto ele pilotava, me veio a breve compreensão do óbvio e me peguei dizendo a mim mesma: Vou me lembrar desse momento pelo resto da minha vida.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Ele brinca de viver

Você pulava as escadas e eu tinha quase certeza de que em algum momento você iria se matar.
Mas era só o seu jeito de me fazer sentir parte do grupo e a sua capacidade de nos fazer ver possibilidade em tudo, como quem diz ''olhe pra mim, eu posso voar".
Eu levei algum tempo pra entender que você não se importava com o que quer que pensassem a seu respeito, até porque, no final das contas, todo mundo sempre pensava bem.
Sei hoje sobre você bem mais do que eu imaginei que saberia algum dia.
E tomada pelo seu modo de ser, eu sempre me sinto em débito com a sua bondade.

Certa vez, há muito tempo, ouvi uma música dedicada a mim pelo meu pai, onde a letra dizia ''você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim... continua sempre que você responde sim à sua imaginação, à arte de sorrir cada vez que o mundo diz não''.

Nessa música, também, a seguinte mensagem: ''e eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho.. como sou feliz, eu quero ver feliz quem andar comigo''.

E esse é você. É a sua essência.
O nome da música - brincar de viver - é o que descreve quem vejo quando sou tomada pela gratidão que você, mesmo sendo mais novo e muito mais maluco que eu, me ensinou a ter pela vida e por tudo o que me cerca e me move.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Menino Buda

As marcas tatuadas nos teus braços dizem de você mais do que tudo o que você já disse de si mesmo.
Nasceu com o dom do riso fácil, do sorriso leve e largo. E é nesse riso que eu mergulho pra me encontrar comigo mesma, nas horas amargas do meu ceticismo e quando entendo que preciso - de novo - de algo para acreditar.
É no som da tua risada que eu acho o meu tão necessário e procurado estado de aquietação.
Nas tuas filosofias aplicadas pra vida é que me encontro pra caber um pouco mais num mundo que, ora me enaltece, ora me derruba. Nos teus caminhos eu encontro, também, a gratidão para aceitar essas quedas com humildade, com gentileza para com a minha essência e sobre quem eu sou.
Nos teus pensamentos eu me advirto de que cada ser humano é um universo. Que assim é pra mim e que em você identifico uma das galaxias mais bonitas que eu já visitei nesses longos e caros 26 anos da minha existência.

As marcas tatuadas em mim precisam de um pouco mais de você e do teu amor pela vida.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mosby

Era como ele gostava de viver. Sempre adoecido de paixão por todo o tipo possível de garota que cruzava o seu caminho.
Vivia da intensidade tudo o que ela permitisse, até que todo o resto desmoronasse na sua própria cabeça, na utópica teimosia digna de um eterno apaixonado.
Metia os pés pelas mãos quase sempre, na incansável esperança de encontrar o que as pessoas chamam nos seriados românticos de "a tampa da panela" ou talvez "a metade da laranja" ou ainda assim "a alma gêmea", mencionada tantas vezes em belas poesias e textos como este.
Mosby como só ele, custou para se encontrar em si mesmo, embora parecesse o tipo de cara decidido, desses que sustenta uma estrutura concreta só com a força dos braços.
Lebenslanger schick schatz. Essa era exatamente a definição do que ele procurava. Tentou achar aqui, ali, acolá. Assim como Ted, que levou 8 temporadas procurando, ele buscava desesperadamente desde muito novo. Era um idealista, um romântico e um sonhador. Desses que bem provavelmente a gente só é capaz de encontrar em enredos de filmes dos anos 50.
Foram incontáveis batalhas, lutas e questionamentos diários que ele dedicou ao universo para que pudesse se compreender melhor e, para, quem sabe num futuro próspero, encontrar a conexão do que ele ainda não tinha sentido.
O momento com a garota, com o que seria para ele diferente de tudo o que vivera antes. E embora não fosse debaixo de um temporal, escondendo-se sob um guarda-chuva amarelo, seria considerado por ele um dos grandes encontros de sua vida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

- Eu gostei de te levar pra comer hoje.
- Eu também gostei.
- Gostei de fazer algo por você.
- Você sempre faz.
- Ah, você me entendeu...
- Você também.