Hoje eu quero me deixar pra lá, pra dedicar o meu tempo à essa saudade que eu sufoco todos os dias com a rotina.
Hoje eu quero lembrar da tua voz, do jeito carinhoso de chamar pelo meu nome.
Hoje eu quero lembrar do teu abraço e chorar a falta dele feito criança sentida.
Hoje eu quero lembrar das tuas mãos, das tuas piadas, das tuas roupas, da tua coleção de relógios.
Quero calar meu coração, que vem te chamando em pensamento há meses.
Quero me desculpar pela imaturidade de antes. E quero que daí - de cima - você enxergue que eu cresci, e se orgulhe. Quero te pedir que me ajude a ser forte e resistente, com o mesmo sorriso terno que você usava pra se livrar das frustrações da vida.
Quero a sua proteção.
Quero poder dizer o teu nome sem sentir meu peito pesar. Quero poder dizer um saudável adeus.
Quero colocar a tua foto ao lado da minha cama, mais uma vez, e olhar pra ela pensando que eu queria - mais que qualquer outra coisa - voltar no tempo só pra ter a tua presença por mais um dia.
Julian Rubens Manchon Lahuerta. ♥
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
O amor da vida dela - depois de você
Você me fez um grande favor em desistir dela.
Ela, que vivia presa numa redoma de vidro, incapaz de se libertar dos teus padrões morais completamente hipócritas e forçados.
Ela, que se dizia dona da própria verdade e que em questão de semanas se tornou ridiculamente adestrada por você e a sua criação de impositores baratos de opinião.
Ela, que deixou os sonhos hibernarem por medo da sua estupidez.
Ela, que só não deixou os mesmos sonhos morrerem porque encontrou com quem dividi-los no momento em que você já se sentia o dono dela e da sua verdade.
Você me fez um grande favor destruindo seu relacionamento de plástico. Tenho a plena certeza de que se não fosse assim, ela jamais me olharia com a esperança de que eu pudesse mudar as coisas.
Devo lhe dizer: Ela é mais feliz ao meu lado, sim.
Devo assumir: Eu a quis desde o primeiro momento em que pus os olhos nela.
Devo esclarecer: Ela era tudo o que eu sabia que poderia ser. E foi o que eu também quis ser pra ela, enquanto ela lamentava sua falta de atenção ou de entendimento mínimo.
Ela, que era a guerreira que você quis transformar em princesa frágil.
Ela, que buscava o auto conhecimento do ser, enquanto você se afogava em seu materialismo medíocre.
Ela, que foi e sempre será pra mim, o que jamais teria sido pra você.
E você a perdeu, muito antes que eu pudesse roubá-la de você.
Corra e conte aos seus amigos, mais uma vez, que você me fez um grande favor em desistir dela.
Carinhosamente,
O amor da vida dela - o verdadeiro - depois de você.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Eu te prometo...
Eu te prometo te amar. Assim. Do meu jeito meio menina, meio
carente. Do meu ponto de vista cheio de razões que eu não abandono. Do meu eu
sempre tão cheio de argumentos.
Eu te prometo te amar. De leve, aos poucos. E intensamente,
sempre que você me permitir.
Eu te prometo correr aquela avenida pra não perder o ônibus
que para em frente à tua casa. Eu te prometo todas as próximas 58 músicas de
amor que vou escutar aleatoriamente e me viciar por dias a fio.
Eu te prometo a melhor parte de mim. E a pior, também. Eu te
prometo as noites do meu sábado, e as tardes do meu domingo, mesmo quando o teu
maior desejo for assistir ao futebol.
Eu te prometo uma reconciliação justa para cada briga. E te prometo todos os meus maiores sonhos, embrulhados pra presente, entregues como parte de tudo o que você já conhece de mim.
Eu te prometo os meus risos. E também os meus choros descontrolados.
Eu te prometo honestidade. Eu te prometo lealdade. Mesmo nas minhas confusões, nas minhas crises. Eu te prometo a minha força.
Eu te prometo achar o caminho de volta pro meu coração. E pra tua cama.
Eu te prometo uma reconciliação justa para cada briga. E te prometo todos os meus maiores sonhos, embrulhados pra presente, entregues como parte de tudo o que você já conhece de mim.
Eu te prometo os meus risos. E também os meus choros descontrolados.
Eu te prometo honestidade. Eu te prometo lealdade. Mesmo nas minhas confusões, nas minhas crises. Eu te prometo a minha força.
Eu te prometo achar o caminho de volta pro meu coração. E pra tua cama.
Eu te prometo não desistir de você, e prometo não te perder.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Surreal
Nada, nunca é tão certo. Mas pra você, é algo que lhe parece
normal. Você se acostumou com a incerteza ideal que te fez querer o tudo e te
fez enxergar que o pouco não é a opção. Sei que será surreal, quando o mundo
vier às suas mãos.
Cercado de quem puder sempre lhe ajudar, confiando e
acreditando no que você – e apenas você – pode se tornar. O pouco, eu sempre
soube que seria simples demais a você e à sua vontade. O
tudo foi sua grande opção. Sei que será irreal, quando o mundo vier às suas
mãos.
Longe. Alto.
Cabe a você criar seu próprio destino e escrevê-lo da forma
como quiser que ele realmente aconteça. Cabe somente a você saber.
Onde e quando.
E, seja qual for o final, sei que o fará algo surreal.
31/07/1995 - O dia em que eu ganhei o meu presente surreal. Arthur Gonçalves Pedro ♥
Adaptação da música: Surreal - Banda Scalene.
Adaptação da música: Surreal - Banda Scalene.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Um brinde a estes homens - 15 de Julho
1 . Marcos Rogério Pedro
2 . Arthur Gonçalves Pedro
3 . João Pedro
4 . Rubens Diaz Machon
5 . Julian Rubens Manchon Lahuerta
6 . João Paulo Carretto
7 . Pedro Henrique Fabri Zanini
8 . André Bona Hahn
9 . Raitan Azevedo Ohi
10 . Giovanne Rodrigues
11 . Iago Morpanini
12 . Vinicius Felipe Demarchi
13 . Paulo Davi Braglirolli Stracci
14 . Gilson Fagundes Jr
Celebro o Dia do Homem. E neste 15 de Julho, a minha breve e singela homenagem à todos os homens presentes, e àqueles a quem tive a satisfação de conhecer e conviver.
A todos os que até hoje me aturam diariamente, e aos que surgem sempre que eu preciso de um auxílio: Sou grata. Verdadeiramente.
Eu poderia fazer uma lista muito maior de nomes para incluir, mas os 14, eu posso considerar espelhos, não só pra mim, mas para a humanidade, que eu sinto não estar perdida quando me lembro destes mencionados acima.
2 . Arthur Gonçalves Pedro
3 . João Pedro
4 . Rubens Diaz Machon
5 . Julian Rubens Manchon Lahuerta
6 . João Paulo Carretto
7 . Pedro Henrique Fabri Zanini
8 . André Bona Hahn
9 . Raitan Azevedo Ohi
10 . Giovanne Rodrigues
11 . Iago Morpanini
12 . Vinicius Felipe Demarchi
13 . Paulo Davi Braglirolli Stracci
14 . Gilson Fagundes Jr
Celebro o Dia do Homem. E neste 15 de Julho, a minha breve e singela homenagem à todos os homens presentes, e àqueles a quem tive a satisfação de conhecer e conviver.
A todos os que até hoje me aturam diariamente, e aos que surgem sempre que eu preciso de um auxílio: Sou grata. Verdadeiramente.
Eu poderia fazer uma lista muito maior de nomes para incluir, mas os 14, eu posso considerar espelhos, não só pra mim, mas para a humanidade, que eu sinto não estar perdida quando me lembro destes mencionados acima.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A velha mania de me atirar a primeira pedra
Eu poderia começar esse discurso de forma torta e cruel. E expressar toda uma indignação. Mas essa é uma emoção da semana passada. E é exatamente por esse motivo que eu me sinto no direito e na liberdade de imprimi-la.
Me ocorreu que como a pessoa honesta que me esforço pra ser todos os dias, seria óbvio conselhar e questionar certas atitudes impróprias de um amigo que fez parte do meu convívio estudantil no Ensino Médio. Eis que no auge dos meus questionamentos, os quais envolviam uma porção de aspectos, entre eles: a falta de caráter e de compromisso com a verdade, a desonra de critérios e argumentos fundamentais para um relacionamento e uma possível infidelidade, me vi obrigada a dizer tudo o que eu pensava, por decepção, e talvez por um pouco de soberba.
O que se sucedeu em seguida foi lastimável, eu diria.
Uma porção de argumentos mal interpretados e distorcidos sobre a minha vida me foram esfregados na cara como se eu os tivesse escondido, ou como se devesse ter qualquer vergonha de tê-los cometido.
Em seguida, chorei. E o fiz feito criança. Feito uma garotinha que acaba de perder qualquer ilusão.
Um amigo de tantos anos, declarando inverdades sobre mim como se sequer conhecesse a minha índole. E foi então que tive uma breve compreensão do óbvio: Eu já estive nessa condição em outros momentos.
Já fui apedrejada verbalmente por pessoas que diziam me amar e me respeitar. Já fui atacada por agir erroneamente. Já fui castigada socialmente com insultos de alguns tipos e já tive que lidar com coisas que não condiziam com a minha realidade e a minha verdade, ou a verdade dos meus atos. E eu sobrevivi.
Sobrevivi a inúmeras pessoas que adorariam me ver pelas costas. Sobrevivi à comentários maldosos e mentiras. Sobrevivi porque sempre assumi os meus atos, mesmo os mais impuros e equivocados. Sobrevivi porque tinha que ser assim.
E cá estou eu, inteira. Completa. De alma lavada e consciência limpa. Sem me perguntar o porquê de não ser aceita da forma como sou, pelo meu modo de agir e/ou pensar. E levando comigo a melhor frase que eu poderia ter ouvido naquele dia, do meu genitor: ''Você é intensa. Se algumas pessoas não compreendem isso, elas não podem seguir você no seu caminho. Você vai ter que deixá-las pra trás.''
Me ocorreu que como a pessoa honesta que me esforço pra ser todos os dias, seria óbvio conselhar e questionar certas atitudes impróprias de um amigo que fez parte do meu convívio estudantil no Ensino Médio. Eis que no auge dos meus questionamentos, os quais envolviam uma porção de aspectos, entre eles: a falta de caráter e de compromisso com a verdade, a desonra de critérios e argumentos fundamentais para um relacionamento e uma possível infidelidade, me vi obrigada a dizer tudo o que eu pensava, por decepção, e talvez por um pouco de soberba.
O que se sucedeu em seguida foi lastimável, eu diria.
Uma porção de argumentos mal interpretados e distorcidos sobre a minha vida me foram esfregados na cara como se eu os tivesse escondido, ou como se devesse ter qualquer vergonha de tê-los cometido.
Em seguida, chorei. E o fiz feito criança. Feito uma garotinha que acaba de perder qualquer ilusão.
Um amigo de tantos anos, declarando inverdades sobre mim como se sequer conhecesse a minha índole. E foi então que tive uma breve compreensão do óbvio: Eu já estive nessa condição em outros momentos.
Já fui apedrejada verbalmente por pessoas que diziam me amar e me respeitar. Já fui atacada por agir erroneamente. Já fui castigada socialmente com insultos de alguns tipos e já tive que lidar com coisas que não condiziam com a minha realidade e a minha verdade, ou a verdade dos meus atos. E eu sobrevivi.
Sobrevivi a inúmeras pessoas que adorariam me ver pelas costas. Sobrevivi à comentários maldosos e mentiras. Sobrevivi porque sempre assumi os meus atos, mesmo os mais impuros e equivocados. Sobrevivi porque tinha que ser assim.
E cá estou eu, inteira. Completa. De alma lavada e consciência limpa. Sem me perguntar o porquê de não ser aceita da forma como sou, pelo meu modo de agir e/ou pensar. E levando comigo a melhor frase que eu poderia ter ouvido naquele dia, do meu genitor: ''Você é intensa. Se algumas pessoas não compreendem isso, elas não podem seguir você no seu caminho. Você vai ter que deixá-las pra trás.''
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Corra, Pedro. Corra!
De braços dados, caminhando pelos corredores com orgulho, como se exibissem uma juventude invejável. Riam e confidenciavam coisas vividas nos últimos meses - aqueles meses distantes vividos de forma tão individual.
- Olha só, uma porta - Disse Pedro ao parar bem em frente a uma porta parcialmente escondida à direita. Porta essa de aspecto completamente diferente do restante do ambiente daquele shopping por onde passeavam.
- O que é isso? Onde vai dar? - Perguntou Julia, enquanto associava a porta a um açougue ou frigorífico, olhando através da janela de acrílico.
- É uma saída secreta. Talvez nos leve para outra dimensão - Disse Pedro, sorrindo - Essa porta na verdade leva à uma saída para o estacionamento - Corrigiu ele.
Julia, parada ali, riu e se lembrou de tantos dos momentos que se esforçou para eternizar nas lembranças. Lembrara de uma cena do filme Wir Kinder vom Bahnhof Zoo onde a protagonista, Christiane F. corria com amigos por corredores largos, fugindo de ser apanhada por policiais. Lembrou-se também da cena de The Dreamers, onde os três protagonistas, inspirados ainda em Bande à Part, decidem correr pelo Museu do Louvre na intenção de bater um recorde.
Abriu uma das portas - e mesmo com receio de ser pega por qualquer um dos seguranças - entrou.
Pedro vinha logo atrás, perplexo e curioso.
- Vem! - Disse Julia, enquanto puxava Pedro e tirava o celular do bolso, deslizando os dedos pela tela do aparelho.
- O que você vai fazer? - Perguntou Pedro, intrigado.
- Vou eternizar mais essa cena - Respondeu Julia, sorrindo, antes de colocar Heroes - de David Bowie - para tocar, no último volume.
- Corre! - Gritou a garota.
E Pedro logo passou a correr junto dela.
Julia olhava para o seu lado esquerdo enquanto corria, e lá estava ele. Os cabelos loiros agora eram mais compridos que o habitual e eram tomados pelo vento da corrida.
Havia qualquer fragilidade presa à Pedro. E ele apenas corria. Fugia de si, para que pudesse entrar no tal universo paralelo criado por quem considerara, até então, sua melhor amiga - ou qualquer coisa próxima a isso.
Ambos corriam sem pressa. Corriam imitando crianças. Corriam para ocultar o medo do futuro. Corriam pelo prazer de apenas deslizar corredor adentro.
Empurraram a porta seguinte e finalmente, estavam do lado de fora.
Pedro parara e Julia, com aquela irritante ingenuidade infantil, continuava a correr.
- Vem, Pedro! Corre! - Gritou ela, olhando para trás. Os cabelos enormes voando e se perdendo entre o próprio rosto.
Pedro respirou, e seguiu correndo.
Finalmente, cansaram-se.
- Acho que você é louca - Disse, sem fôlego, parando junto à garota.
Julia apenas concordou com um sorriso.
E seguiram caminhando...
- Olha só, uma porta - Disse Pedro ao parar bem em frente a uma porta parcialmente escondida à direita. Porta essa de aspecto completamente diferente do restante do ambiente daquele shopping por onde passeavam.
- O que é isso? Onde vai dar? - Perguntou Julia, enquanto associava a porta a um açougue ou frigorífico, olhando através da janela de acrílico.
- É uma saída secreta. Talvez nos leve para outra dimensão - Disse Pedro, sorrindo - Essa porta na verdade leva à uma saída para o estacionamento - Corrigiu ele.
Julia, parada ali, riu e se lembrou de tantos dos momentos que se esforçou para eternizar nas lembranças. Lembrara de uma cena do filme Wir Kinder vom Bahnhof Zoo onde a protagonista, Christiane F. corria com amigos por corredores largos, fugindo de ser apanhada por policiais. Lembrou-se também da cena de The Dreamers, onde os três protagonistas, inspirados ainda em Bande à Part, decidem correr pelo Museu do Louvre na intenção de bater um recorde.
Abriu uma das portas - e mesmo com receio de ser pega por qualquer um dos seguranças - entrou.
Pedro vinha logo atrás, perplexo e curioso.
- Vem! - Disse Julia, enquanto puxava Pedro e tirava o celular do bolso, deslizando os dedos pela tela do aparelho.
- O que você vai fazer? - Perguntou Pedro, intrigado.
- Vou eternizar mais essa cena - Respondeu Julia, sorrindo, antes de colocar Heroes - de David Bowie - para tocar, no último volume.
- Corre! - Gritou a garota.
E Pedro logo passou a correr junto dela.
Julia olhava para o seu lado esquerdo enquanto corria, e lá estava ele. Os cabelos loiros agora eram mais compridos que o habitual e eram tomados pelo vento da corrida.
Havia qualquer fragilidade presa à Pedro. E ele apenas corria. Fugia de si, para que pudesse entrar no tal universo paralelo criado por quem considerara, até então, sua melhor amiga - ou qualquer coisa próxima a isso.
Ambos corriam sem pressa. Corriam imitando crianças. Corriam para ocultar o medo do futuro. Corriam pelo prazer de apenas deslizar corredor adentro.
Empurraram a porta seguinte e finalmente, estavam do lado de fora.
Pedro parara e Julia, com aquela irritante ingenuidade infantil, continuava a correr.
- Vem, Pedro! Corre! - Gritou ela, olhando para trás. Os cabelos enormes voando e se perdendo entre o próprio rosto.
Pedro respirou, e seguiu correndo.
Finalmente, cansaram-se.
- Acho que você é louca - Disse, sem fôlego, parando junto à garota.
Julia apenas concordou com um sorriso.
E seguiram caminhando...
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